Dicas Soin

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Pernilongo x Dengue

Pernilongo x Dengue

Pernilongo x Dengue
Fonte: G1

Mosquito da dengue tem hábitos diurnos e pernilongo age mais à noite

O infectologista e consultor do Bem Estar, Caio Rosenthal tirou algumas dúvidas sobre dengue que chegaram pelo G1 e pelo Twitter nesta segunda-feira (28). Primeiro, o médico diferenciou um pernilongo comum do Aedes aegypti: este tem hábitos diurnos e aquele atua mais à noite.

O mosquito da dengue também apresenta manchas brancas como se estivesse polvilhado de talco, enquanto o pernilongo é mais monocromático.

Os testes de diagnóstico feitos na rede pública, segundo Rosenthal, devem ser colhidos a partir do sétimo dia da doença. Mas bem antes disso é preciso procurar assistência médica. Atualmente, estão em desenvolvimento exames que serão capazes de detectar o vírus em dois ou três dias.

O médico afirmou que um paciente com dengue clássica não fica vulnerável a outras doenças. Nesse caso, o problema dura em média 15 dias, e depois a pessoa já está pronta para retomar suas atividades. Já as formas mais graves da doença podem, eventualmente, deixar seqüelas, mas esse percentual é baixo. Além disso, quem pega dengue uma vez não contrai mais aquele determinado tipo, mas pode ter as demais formas do vírus. No total, são quatro. A reincidência costuma ser mais grave.

De acordo com Rosenthal, a vítima de dengue não pode ingerir medicamentos com ácido acetilsalicílico, antiinflamatórios ou cortisona. O paracetamol pode ser usado, desde que não em doses abusivas, pois pode comprometer o fígado, já lesionado pela dengue. Se forem necessárias quantidades altas, o remédio indicado é a dipirona.

Além de picar uma pessoa infectada e, assim, transmitir a dengue, o Aedes aegypti pode passar o vírus verticalmente, ou seja, da fêmea para os ovos, que já eclodem contaminados.

O infectologista do Instituto Emílio Ribas disse, ainda, que os mosquitos podem ser transportados de um lugar para o outro, aumentando o alcance da doença. Segundo ele, são registrados por ano, em todo o mundo, cerca de 100 milhões de casos em mais de 100 países.

Os insetos costumam se proliferar em regiões com temperatura superior a 25° C, sobretudo onde também chove regularmente.

Por fim, Rosenthal afirmou que não há transmissão de dengue de pessoa para pessoa, por contato – apenas pela picada da fêmea do mosquito, que cada vez fica mais resistente, capaz de sobreviver em água salobra, suja ou com cloro, por exemplo. Rosenthal concluiu falando da importância do combate aos criadouros.

Ações em São Paulo

A sanitarista e coordenadora do programa de combate à dengue da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Bronislawa de Castro, ressaltou que aplicar sal ou água sanitária nas calhas são medidas alternativas para combater a dengue. As calhas também devem estar limpas, livres de folhas ou outros objetos.

Tomar água mineral ou usá-la em vasos de plantas não evita a doença, segundo a sanitarista. A fêmea do Aedes aegypti põe ovos em qualquer água de pH mais ou menos neutro.

Bronislawa recomendou para quem tem com febre alta, vômito, dores no corpo, dores de cabeça e dores atrás dos olhos, devem procurar um serviço de saúde, repousar e ingerir bastante líquido. A automedicação nunca deve ser feita, pois alguns remédios podem agravar os sintomas da dengue. A coordenadora destacou, ainda, que um teste pode dar falso negativo se o período de coleta de sangue for inadequado.

De acordo com a médica, 90% dos criadouros do mosquito da dengue estão em áreas residenciais. Por isso, é importante manter o mato sempre baixo e evitar a exposição de produtos como copos plásticos, garrafas PET, brinquedos, bacias e baldes.

Para quem já tem um foco de dengue próximo de onde mora, Bronislawa sugeriu que as pessoas mantenham os ambientes externos livres de pratos de vasos de plantas, limpem e vedem a caixa d’água e eliminem objetos que possam acumular água limpa e parada ou da chuva. Se houver um foco na vizinhança, o ideal é conversar com os moradores e fazer um mutirão. Caso alguém queira denunciar quem estiver desrespeitando essas medidas, deve ligar para o número 156 – válido para o município de São Paulo. Os agentes, então, vão até o local.

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Blog Ana Afonso